cries and whiskas



autor da fotografia: michael bry

alice e o gato de cheshire

Poderias dizer-me, por favor, que caminho hei-de tomar para sair daqui?
Isso depende do sítio onde queres chegar! - disse o Gato.
Não interessa muito para onde vou... - retorquiu Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que tomes - interpôs o Gato.



excerto do conto "alice in wonderworld", de lewis carroll

o gato dito doméstico ou de lineu

Primo em linha recta do Gato Legível, uma nem sempre fundada tradição de abandalho pesa sobre a origem egípcia, eminentemente cruel e aristocrática, dos da sua espécie.
O GATO urina com êxito nos objectos do lar e, quando a angina estala enfim os peitos da patroa que julgou poder fretá-lo para pequenas voltas, O GATO esfrega os olhos, abre a janela, e voa toda a noite, de barriga para cima. Nestas surtidas voantes encontra-se, por vezes, com os seus camaradas libertários, e então acendem fogos que, uma vez por ano, formam cortejo em direcção à lua, onde um gato já cego os devolve aos espaços, transformados em cinza e em máquinas de luar.

texto de mário cesariny


cesariny, fotografado por manuela correia

gato




Chama-se Luis o gato do terceiro
e é companheiro de um mestre filósofo.
Em madrugadas altas há por vezes sobressalto,
quando o bichano acorda mal disposto.
O professor, sábio também
em jogos de paciência, acalma
o animal e já o mima. Trata-se,
vendo bem, de outra ciência,
tão difícil de conseguir como
um estudo de Pessoa. Chama-se Agostinho
da Silva, o do terceiro, e tem um gato
com quem, à vontade, discreteia.
Luís, discípulo, ronrona baixinho.
Tudo vai bem, assim, no sete desta rua.


poema de eduardo guerra carneiro
desenho de carlos ferreiro
&etc, "CONTRA A CORRENTE"

dancing light



criei este slideshow, copiando a ideia deste post do legível.

dedico-lhe, simbolicamente, esta luz que dança, pelos excelentes momentos de humor refinado e criatividade que, regularmente, nos vai oferecendo na blogo-esfera.